sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Despi-me!

Despi-me da raiva e me senti desprotegida, vulnerável...
Não não... ela não me protegia...apenas sustentava meu ego.

E o que antes era medo, agora é quietude.
Pesava essa raiva...e não encontrei sequer motivo para senti-la,
Apenas dor...sem sentido...sem razão!
Se olhar pra trás, haverá quadros e telas coloridas...
Paisagens, palavras e poesias,
Tudo que fere, a saudade fere,
A saudade é a vontade da alma de buscar a felicidade vivida...
E de tudo, fica a inconstância das coisas, dos sentimentos,
Esses são como poeira, que o vento leva e traz e esconde.

O tempo não apaga os sentimentos,
Ele transforma e acalma...

Aldren

domingo, 19 de agosto de 2012

O haver

"Resta essa capacidade de ternura, essa intimidade perfeita com o silêncio..."

"Resta essa vontade de chorar diante da beleza, essa cólera cega em face da injustiça e do mal entendido..."

"Resta essa faculdade incoercível de sonhar e essa pequenina luz indecifrável a que às vezes os poetas tomam por esperança..."

(Vinícius)

sábado, 11 de agosto de 2012

O Rio

"Nas funduras, os rios são escuros e tranquilos, como o sofrimento dos homens..."


Na superfície do rio é o tempo que flui, sem parar - o tempo passa, a vida vai se perdendo nas águas do nunca mais. Resta então a saudade sem remédio, caso tenha havido amor e alegria. A festança ao fim do tempo só se justifica se amor não houve, nem alegria. A perda da coisa amada não pode ser festejada. Só pode ser lamentada.                                                                                             (R. Alves)