Sempre é preciso saber
quando uma etapa chega ao final.
Se insistirmos em permanecer nela
mais do que o tempo necessário,
perdemos a alegria
e o sentido
das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos,
fechando portas,
terminando capítulos,
não importa o nome que damos.
O que importa é deixar no passado
os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedido do trabalho?
Terminou uma relação?
Deixou a casa dos pais?
Partiu para viver em outro país?
A amizade tão longamente cultivada
desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo
se perguntando por que isso aconteceu.
Pode dizer para si mesmo
que não dará mais um passo
enquanto não entender as razões
que levaram certas coisas,
que eram tão importantes e sólidas em sua vida,
serem subitamente transformadas em pó.
Mas tal atitude
será um desgaste imenso para todos:
seus pais, seu marido ou sua esposa,
seus amigos, seus filhos, sua irmã...
Todos estarão encerrando capítulos,
virando a folha,
seguindo adiante,
e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo
no presente e no passado,
nem mesmo quando tentamos
entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará:
não podemos ser eternamente meninos,
adolescentes tardios,
filhos que se sentem culpados
ou rancorosos com os pais,
amantes que revivem
noite e dia
uma ligação com quem já foi embora
e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam
e o melhor que fazemos
é deixar que elas realmente possam ir embora.
Por isso é tão importante
(por mais doloroso que seja!)
destruir recordações,
mudar de casa,
dar muitas coisas para orfanatos,
vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível
é uma manifestação do mundo invisível,
do que está acontecendo em nosso coração
e o desfazer-se de certas lembranças
significa também abrir espaço
para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora.
Soltar.
Desprender-se.
Ninguém está jogando
nesta vida com cartas marcadas.
Portanto, às vezes ganhamos e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo,
não espere que reconheçam seu esforço,
que descubram seu gênio,
que entendam seu amor.
Pare de ligar sua televisão emocional
e assistir sempre ao mesmo programa,
que mostra como você sofreu com determinada perda:
isso o estará apenas envenenando
e nada mais.
Não há nada mais perigoso
que rompimentos amorosos que não são aceitos,
promessas de emprego
que não têm data marcada para começar,
decisões que sempre são adiadas
em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo
é preciso terminar o antigo:
diga a si mesmo que o que passou,
jamais voltará.
Lembre-se de que houve uma época
em que podia viver sem aquilo,
sem aquela pessoa...
Nada é insubstituível,
um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio,
pode mesmo ser difícil,
mas é muito importante.
Encerrando ciclos.
Não por causa do orgulho,
por incapacidade, ou por soberba.
Mas porque simplesmente
aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta,
mude o disco,
limpe a casa,
sacuda a poeira.
Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.
(Paulo Coelho)
sábado, 29 de dezembro de 2012
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Soneto de Despedida!
Uma lua no céu apareceu
Cheia e branca; foi quando, emocionada
A mulher a meu lado estremeceu
E se entregou sem que eu dissesse nada.
Larguei-as pela jovem madrugada
Ambas cheias e brancas e sem véu
Perdida uma, a outra abandonada
Uma nua na terra, outra no céu.
Mas não partira delas; a mais louca
Apaixonou-me o pensamento; dei-o
Feliz - eu de amor pouco e vida pouca
Mas que tinha deixado em meu enleio
Um sorriso de carne em sua boca
Uma gota de leite no seu seio.
Cheia e branca; foi quando, emocionada
A mulher a meu lado estremeceu
E se entregou sem que eu dissesse nada.
Larguei-as pela jovem madrugada
Ambas cheias e brancas e sem véu
Perdida uma, a outra abandonada
Uma nua na terra, outra no céu.
Mas não partira delas; a mais louca
Apaixonou-me o pensamento; dei-o
Feliz - eu de amor pouco e vida pouca
Mas que tinha deixado em meu enleio
Um sorriso de carne em sua boca
Uma gota de leite no seu seio.
(Vinícius de Moraes - 1940)
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
DIAMANTE NEGRO
Ele
era um rapaz rico, bonito e elegante.
Fazia
sucesso entre as mulheres.
Seus
trajes perfeitamente alinhados marcavam um corpo atlético.
Tinha
olhos brilhantes, num tom escuro de azul.
Comemorava
seu primeiro ano como diplomata,
Estava
feliz, realizado e muito emocionado.
Fazia
planos de casar, e aquele seria o dia do pedido.
Sentado
no bar, tomando uísque “on the rocks”,
Acompanhava
com atenção os passos dela, sua amada.
Ela
dançava alegre, e o olhava apaixonada.
Num
tom provocador de um largo sorriso o chamou,
Fazendo
sinal com as mãos, e ele entendeu que era o momento.
Procurou
nos bolsos o anel, apalpou-o e sorriu.
Escolheu
o mais raro DIAMANTE NEGRO.
Estava
seguro dos seus sentimentos e da reciprocidade.
Caminhou
ao seu encontro, num sorriso discreto,
Olhou-a
nos olhos, e num beijo carinhoso,
Colocou
a caixinha aveludada em suas mãos.
Emocionada,
e num misto de alegria e surpresa,
Levou
os braços em torno de seu pescoço e o beijou...
...
Apaixonadamente... E lágrimas rolaram pelo seu rosto pálido.
Anunciando
a realização de um grande sonho.
(Aldren - Coleção Bombons)
PRESTÍGIO
Palavras encantadoras
Esperei tanto para
ouvi-las,
Soam ardentes,
apaixonadas.
Estremeço, não sei
se de medo,
Promessas
avassaladoras.
Enrubesço, talvez
pela surpresa,
Arrepios me
percorrem
Sonhos,
aspirações, desejos,
Quanto PRESTÍGIO,
sinto,
Cada letra num
suspiro,
Sufocadas, contidas,
e agora livres.
Ah, palavras de
amor...
Simplesmente de
amor.
(Aldren - Coleção Bombons)
BIS
O vento balança as folhas,
Árvores de grandes copas,
Sombra fresca, agradável.
Pássaros cantam animados,
O Sol aquece minha pele,
A Energia se renova e expande,
Em todos os meus poros,
Engrandecendo minha alma,
Fortalecendo a essência da Vida.
Agradeço em silêncio essa perfeição.
As flores, cores, formas, perfumes,
À essa Infinita Sabedoria,
Sinto grandiosa alegria
E peço BIS... Quero mais Vida!
(Aldren - Coleção Bombons)
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
TALENTO
Havia algo naquela tela,
Algo diferente, palpável,
Transbordava sentimentos
Espessas camadas de tinta a óleo
Em traços longos, finos e expressivos.
Bastasse o TALENTO, ainda havia a sensibilidade.
Tons azuis se espalhavam pela paisagem,
A lua exibia sua palidez,
E a sombra de uma silhueta marcava a ausência,
Ausência fria e intocável.
Toda obra é contemplada na sua criação,
O sentimento é extravasado,
Restando apenas admiração.
(Aldren - Coleção Bombons)
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
A herança do amor
Pensar no bem do próximo é uma atitude considerada rara hoje em dia. São tantas as desculpas que levam as pessoas a se distanciarem umas das outras. Alguns acham que o tempo está passando rápido demais, e não sobra espaço para se dedicar às pessoas, ao bem comum, ou a qualquer gesto de generosidade.
Antigamente, a vida era mais simples, o contato humano era mais profundo, mais real. Perdíamos horas conversando com os amigos no portão, nossos pais ainda cultivavam a inteligência, a cultura e lutavam por um bom futuro.
Há vezes em que acho que ficamos mecanizados, tratamos as pessoas como nossas máquinas, onde basta um toque para que funcionem, e com isso, acabamos impacientes, intolerantes e consequentemente, distribuímos a falta de afeto, de compaixão, de admiração, que deveríamos ter por aquilo que somos de fato, ou pior, passamos a buscar a felicidade nas coisas, nos objetos, no material. Condicionamos nossa felicidade à aquisição de bens. Quantas vezes ouvimos alguém dizer que só vai se realizar quando comprar aquele carro, ou casa? Isso é comum. Se alguém me perguntar: - Eu trabalhei a vida toda para ter isso, você acha que não mereço? Direi: - Claro que merece! Não devemos nos privar do conforto. Nunca! O que quero dizer, é que a felicidade está diretamente ligada ao amor, e não digo amor entre um casal, pois isso é mais raro ainda; Falo do amor ao próximo, do incondicional. Isso é algo que só se pode dar quem sente. É algo que aquece o coração, faz crescer a alma. Posso dizer que dignifica o Homem.
Como podemos então pensar no futuro? Se hoje, não conseguimos pensar no próximo, se sofremos a escassez dos valores e dos princípios?
É estranho citar isso, mas o amor, assim como consequentemente os valores e princípios estão diretamente ligados à Educação, aquela que “vem de berço”. É em casa que aprendemos o que é certo e errado, é com o respeito qual fomos tratados que aprenderemos a tratar os outros, é em casa que formaremos nossos conceitos e personalidade.
Certa vez, ouvi dizer que um índio, com seu neto nos braços, contava a estória de dois lobos, um bom e outro mau, que habitavam dentro de cada um, numa batalha constante. O lobo bom simbolizava o amor, a aceitação, a tolerância, o respeito e a generosidade e o lobo mau simbolizava a raiva, o desprezo, a arrogância e a mediocridade. Ouvindo isso, o neto pergunta ao velho índio quem venceria aquela batalha, e o velho responde que venceria o lobo que fosse alimentado.
Por isso penso que deixamos de cultivar a bondade que temos, tiramos os espaços, abrindo um abismo de falsos valores.
O mundo de amanhã não depende do que deixaremos, mas do quanto nos doamos, do quanto amamos e construímos embasados nesse sentimento de caridade. Essa ideia pode parecer piegas, mas acredito que quem respeita a vida, tem consciência do que está deixando e fará o melhor.
Aldren
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Despi-me!
Não não... ela não me protegia...apenas sustentava meu ego.
E o que antes era medo, agora é quietude.
Pesava essa raiva...e não encontrei sequer motivo para senti-la,
Apenas dor...sem sentido...sem razão!
Se olhar pra trás, haverá quadros e telas coloridas...
Paisagens, palavras e poesias,
Tudo que fere, a saudade fere,
A saudade é a vontade da alma de buscar a felicidade vivida...
E de tudo, fica a inconstância das coisas, dos sentimentos,
Esses são como poeira, que o vento leva e traz e esconde.
O tempo não apaga os sentimentos,
Ele transforma e acalma...
Aldren
domingo, 19 de agosto de 2012
O haver
"Resta essa capacidade de ternura, essa intimidade perfeita com o silêncio..."
"Resta essa vontade de chorar diante da beleza, essa cólera cega em face da injustiça e do mal entendido..."
"Resta essa faculdade incoercível de sonhar e essa pequenina luz indecifrável a que às vezes os poetas tomam por esperança..."
(Vinícius)
sábado, 11 de agosto de 2012
O Rio
"Nas funduras, os rios são escuros e tranquilos, como o sofrimento dos homens..."
Na superfície do rio é o tempo que flui, sem parar - o tempo passa, a vida vai se perdendo nas águas do nunca mais. Resta então a saudade sem remédio, caso tenha havido amor e alegria. A festança ao fim do tempo só se justifica se amor não houve, nem alegria. A perda da coisa amada não pode ser festejada. Só pode ser lamentada. (R. Alves)
terça-feira, 31 de julho de 2012
Sensualidade ou Sexualidade?
Esse mundo é de fantasias. Tudo pode! Tudo é bom!
Todos têm, sem exceção, algo explodindo por dentro, e reprime, esconde e surpreendem-se com um falso moralismo. Ninguém escapa disso, porque esse é o extinto do ser, e quem não se entrega, sofre distúrbios, preconceitos, e se reprime, encontrando a solidão, aquela que é sentida em meio á todos, aquela que é invisível aos olhos de qualquer um, porque ninguém pode negar a essência, pois é ela que alimenta a alma e são várias as essências, se apenas uma fosse, seríamos todos loucos, sofreríamos tanto com a ausência e inconstância das coisas, que certamente, seríamos loucos.
Bendito seja aquele que se entrega aos desejos da alma.
Não existe vulgaridade no desejo. A mulher tem que ser sensual e sexual.
Não se pode perder a espontaneidade, nem deixar de ser delicada. Isso faz bem, massageia o ego. O que nos faz excitante, além de ser desejada, é ter o melhor apreciado. Quando falo do melhor, devo esclarecer que estes são os cuidados, porque perdemos algum tempo cuidando do todo, e a recompensa é ser tocada com o respeito de quem entende os anseios. Respeito e não pudor! A sintonia facilita sentir o cheiro do desejo na pele. Cheiro é outro extinto. Quem não se entrega, não tem seu potencial reconhecido. E toda vaidade precisa de uma razão de ser. Não existe pecado na vaidade, pecado é o desperdício, desejos desperdiçados. A melhor maneira de satisfazer as vontades, é saciá-las.
terça-feira, 10 de julho de 2012
Tempo da Vida!
De nada adianta querer apressar as coisas; Tudo vem ao seu tempo, mas a natureza humana não é muito paciente.
Temos pressa em tudo, aí acontecem os atropelos da vida, aquela situação que você mesmo provoca por pura ansiedade de não aguardar o tempo certo de Deus.
Mas alguém poderia dizer: Mas qual é esse tempo certo?
Bom, basta observar os sinais...
Quando alguma coisa está para acontecer ou chegar até sua vida, Deus, enviará sinais indicando o caminho certo.
Pode ser a palavra de um amigo, um texto lido, uma observação qualquer, mas com certeza, o sincronismo se encarregará de colocar você no lugar certo, na hora certa, no momento certo, diante da situação ou da pessoas certa!
Basta você acreditar que nada acontece por acaso!
Tente observar melhor o que está a sua volta.
Com certeza alguns desses sinais já estão por perto, e você nem os notou...
A vida fala comigo o tempo todo e, com essa sintonia, consigo evitar coisas desagradáveis, saber a hora de falar, de ouvir, de doar...
Com esse sentido interagindo, o aprendizado fica mais prazeroso, a vida passa a ter um mistério que inspira confiança.
domingo, 1 de julho de 2012
Higiene Mental
Toda vez que pensamos algo, um sentimento correspondente àquela idéia se apresenta.
A higiene metal se faz através da reflexão sobre os tipos de pensamentos que estamos tendo e quais os sentimentos que eles despertam em nós: de alegria, paz, e tranquilidade ou de raiva, contrariedade e ciúme.
A análise diária do conteúdo, com o qual preenchemos a nossa mente, é de extrema importância para a nossa saúde física, mental e espiritual.
Ao identificar o pensamento como energia que emite vibrações, se exterioriza e sintoniza com os outros do mesmo teor, entendemos o quanto somos capazes de influenciar o nosso semelhante e os ambientes.
Recebemos de modo direto e permanete as vibrações dos pensamentos que emitimos. Nosso ser impregna-se, pouco a pouco, das qualidades dessas vibrações, sejam elas boas ou más.
Por essa razão, nos sentimos bem quando nos aproximamos de pessoas que se habituam a manter a mente elevada, nutrida de bons sentimentos.
Se mantermos com frequência ideias inspiradas por maus desejos, vamos acumulando a energia emitida por elas, podendo ocasionar desordens físicas e até doenças.
Num movimento contrário, podemos direcionar a mente no sentido da superação e cura de efermidades. Ela atua modificando a nossa natureza íntima.
É com frequência que vemos pessoas acometidas de doenças graves que apresentam uma recuperação surpreendente, pois mantêm uma atitude mental muito positiva e voltada para o bem.
Assim, de acordo com a nossa vontade, podemos fazer em nós luz ou sombra.
Os ambientes também são influenciados pela projeção dos pensamentos de cada um e ficam impregnados das qualidades boas ou más. Assim se explicam os efeitos que se produzem em lugares de reunião.
Todo assembléia é um foco de irradiação de vários pensamentos. Se o conjunto é harmonioso, com certeza irá causar uma impressão agradável e boas sensações.
Por isso nos sentimos bem ao adentrarmos em templos religiosos, onde é constante a comunhão com Deus. Também em lares em que as pessoas que ali vivem prezam o amor, a harmonia e a paz.
É pelo mesmo mecanismo que, por vezes, nos sentimos desconfortáveis em ambientes onde predominam conversas desagradáveis e insignificantes. Ou onde as pessoas estão sob efeito de bebidas alcoólicas.
Carregamos o remédio aplicável a essas situações. O pensamento salutar, a prece sincera, o silêncio ou a palavra edificante são fontes permanetes à nossa disposição.
Usando esses recursos, podemos modificar o ambiente em que estamos, influenciando-o com a pureza dos sentimentos.
Evitemos então as palavras vâs, as discussões e as leituras frívolas.
Aprendamos a fiscalizar os nossos pensamentos, a discipliná-los, a imprimir-lhes uma direção determinada, um fim nobre e digno.
Somos o que pensamos, pois é o pensamento que gera nossas palavras e nossas atitudes.
Com ele construímos, dia a dia, o presente e o futuro.
(Léon Denis)
quarta-feira, 13 de junho de 2012
A brisa era leve e trazia o aroma
de uma lembrança boa, o sol aquecia a pele, e a sensação de liberdade era muito
agradável. De longe se via a harmonia que aquele momento de descanso
proporcionava. Os pássaros cantavam e ao longe se ouvia as vozes das pessoas
conversando, crianças brincando e nada seria mais perfeito do que estar ali, ao
lado dele. Podia sentir sua pele, seu perfume, ouvir seu sorriso, e ver nos
seus olhos o quanto aquele momento era importante. Depois de tanto tempo
trabalhando, sem folgas, sem descanso, vendo os dias passarem rapidamente,
enfim, depois de tanto esperar, aquele primeiro dia de férias parecia uma
dádiva, um sinal divino de que a vida sempre tinha algo melhor, que bastava
estar pronta para desfrutar momentos especiais. Estávamos ali, juntos, e cada
um no seu mundo, tentando vislumbrar um universo diferente, transportados pelas
linhas do conhecimento, pelas palavras que transmitiam uma história que não era
a nossa, entregues ao prazer da leitura e a paixão de se sentir bem. Tudo que
tínhamos era real e verdadeiro. Tudo trazia emoção e encantamento, era a força
de tudo ao redor e tudo que ia por dentro, na quietude do momento, resplandecendo
a felicidade de nossos corações apaixonados.
Aldren
terça-feira, 5 de junho de 2012
Samsara é uma palavra sânscrita que vem da combinação de Samsa (ilusão) e Ra (movimento). É a ilusão em movimento, representada de forma cíclica. Tem também o sentido de "perambulação". Muitas pessoas pensam que esse é o nome Budista para o lugar em que vivemos no momento - o lugar que abandonamos quando vamos para nibbana (nirvana). Mas nos textos Budistas mais antigos samsara é a resposta, não para a pergunta "Onde nós estamos?", mas para a pergunta "O que estamos fazendo?" Ao invés de um lugar, é um processo: a tendência de ficar criando mundos e depois se mudando para dentro deles. À medida que um mundo se desintegra, você cria um outro e lá se instala. Ao mesmo tempo, você dá de cara com outras pessoas que também estão criando os seus próprios mundos.
O jogo e a criatividade desse processo pode algumas vezes ser prazeroso. Na verdade, isso seria perfeitamente inócuo se não causasse tanto sofrimento. Os mundos que criamos insistem em desmoronar e nos matar. Mudar para um novo mundo requer esforço: não somente as dores e riscos do nascimento, mas também os severos golpes - mentais e físicos - que resultam ao passar da infância para a maioridade repetidas vezes. O Buda certa vez perguntou aos seus monges, "O que vocês acham que é maior: a água nos grandes oceanos ou as lágrimas que vocês derramaram nessa perambulação?" A resposta dele: as lágrimas. Pense nisso na próxima vez que estiver mirando o oceano ou brincando nas suas ondas.
Além de criar sofrimento para nós mesmos, os mundos que criamos se alimentam dos mundos dos outros, da mesma forma como o deles se alimenta do nosso. Em alguns casos essa alimentação pode ser prazerosa e benéfica para ambos, mas mesmo nesse caso essa situação terá um fim. De modo mais típico, ela irá causar dano a pelo menos uma das partes na relação, com freqüência a ambas. Quando você pensa em todo o sofrimento incorrido para manter apenas uma pessoa vestida, alimentada, abrigada e saudável - o sofrimento tanto daqueles que têm que pagar por essas necessidades, bem como daqueles que labutam ou morrem na sua produção - você verá o quão explorador pode ser mesmo o mais rudimentar processo de construção de mundos.
É por isso que o Buda tentou encontrar o caminho para parar essa 'samsar-ização'. E uma vez que ele o encontrou, ele encorajou outros a segui-lo também. Porque a 'samsar-ização' é algo que cada um de nós faz e cada um tem que parar isso por si mesmo. Se samsara fosse um lugar, poderia parecer egoísta que uma pessoa buscasse a escapatória, deixando os outros para trás. Mas quando você compreende que é um processo, não há de modo algum nada de egoísta em dar-lhe um fim. É o mesmo que abandonar um vício ou um hábito abusivo. Quando você aprende as habilidades necessárias para parar de criar os seus próprios mundos de sofrimento, você poderá compartir essas habilidades com os outros para que eles possam parar de criar os deles. Ao mesmo tempo, você nunca mais terá que se alimentar dos mundos dos outros, portanto, você estará reduzindo o fardo deles também.
É verdade que o Buda comparava a prática de parar o samsara ao ato de ir de um lugar ao outro: desta margem de um rio para a outra margem. Mas os trechos nos quais ele faz essa comparação, com freqüência concluem com um paradoxo: a outra margem não possui um "aqui," nem um "ali," nem um "no meio". Sob essa perspectiva, é óbvio que os parâmetros de tempo e espaço do samsara não se referem ao contexto preexistente no qual perambulamos. Eles são os resultados da nossa perambulação.
Para alguém viciado em construir mundos, a ausência de parâmetros conhecidos soa perturbadora. Mas se você estiver cansado de criar sofrimento incessante e desnecessário, talvez queira tentar algo novo. Afinal, você vai sempre poder recomeçar a construir se a falta de "aqui" ou "ali" resultar maçante. Mas dentre aqueles que aprenderam como romper esse hábito, ninguém se sentiu mais tentado a 'samsar-izar' outra vez.
O jogo e a criatividade desse processo pode algumas vezes ser prazeroso. Na verdade, isso seria perfeitamente inócuo se não causasse tanto sofrimento. Os mundos que criamos insistem em desmoronar e nos matar. Mudar para um novo mundo requer esforço: não somente as dores e riscos do nascimento, mas também os severos golpes - mentais e físicos - que resultam ao passar da infância para a maioridade repetidas vezes. O Buda certa vez perguntou aos seus monges, "O que vocês acham que é maior: a água nos grandes oceanos ou as lágrimas que vocês derramaram nessa perambulação?" A resposta dele: as lágrimas. Pense nisso na próxima vez que estiver mirando o oceano ou brincando nas suas ondas.
Além de criar sofrimento para nós mesmos, os mundos que criamos se alimentam dos mundos dos outros, da mesma forma como o deles se alimenta do nosso. Em alguns casos essa alimentação pode ser prazerosa e benéfica para ambos, mas mesmo nesse caso essa situação terá um fim. De modo mais típico, ela irá causar dano a pelo menos uma das partes na relação, com freqüência a ambas. Quando você pensa em todo o sofrimento incorrido para manter apenas uma pessoa vestida, alimentada, abrigada e saudável - o sofrimento tanto daqueles que têm que pagar por essas necessidades, bem como daqueles que labutam ou morrem na sua produção - você verá o quão explorador pode ser mesmo o mais rudimentar processo de construção de mundos.
É por isso que o Buda tentou encontrar o caminho para parar essa 'samsar-ização'. E uma vez que ele o encontrou, ele encorajou outros a segui-lo também. Porque a 'samsar-ização' é algo que cada um de nós faz e cada um tem que parar isso por si mesmo. Se samsara fosse um lugar, poderia parecer egoísta que uma pessoa buscasse a escapatória, deixando os outros para trás. Mas quando você compreende que é um processo, não há de modo algum nada de egoísta em dar-lhe um fim. É o mesmo que abandonar um vício ou um hábito abusivo. Quando você aprende as habilidades necessárias para parar de criar os seus próprios mundos de sofrimento, você poderá compartir essas habilidades com os outros para que eles possam parar de criar os deles. Ao mesmo tempo, você nunca mais terá que se alimentar dos mundos dos outros, portanto, você estará reduzindo o fardo deles também.
É verdade que o Buda comparava a prática de parar o samsara ao ato de ir de um lugar ao outro: desta margem de um rio para a outra margem. Mas os trechos nos quais ele faz essa comparação, com freqüência concluem com um paradoxo: a outra margem não possui um "aqui," nem um "ali," nem um "no meio". Sob essa perspectiva, é óbvio que os parâmetros de tempo e espaço do samsara não se referem ao contexto preexistente no qual perambulamos. Eles são os resultados da nossa perambulação.
Para alguém viciado em construir mundos, a ausência de parâmetros conhecidos soa perturbadora. Mas se você estiver cansado de criar sofrimento incessante e desnecessário, talvez queira tentar algo novo. Afinal, você vai sempre poder recomeçar a construir se a falta de "aqui" ou "ali" resultar maçante. Mas dentre aqueles que aprenderam como romper esse hábito, ninguém se sentiu mais tentado a 'samsar-izar' outra vez.
domingo, 27 de maio de 2012
Te olho nos olhos...
Te olho nos olhos e você reclama
Que te olho muito profundamente.
Desculpa,
Tudo que vivi foi profundamente...
Eu te ensinei quem sou...
E você foi me tirando...
Os espaços entre os abraços,
Guarda-me apenas uma fresta.
Eu que sempre fui livre,
Não importava o que os outros dissessem.
Até onde posso ir para te resgatar?
Reclama de mim, como se houvesse a possibilidade...
De me inventar de novo.
Desculpa...se te olho profundamente,
Rente à pele...
A ponto de ver seus ancestrais...
Nos seus traços.
A ponto de ver a estrada...
Muito antes dos seus passos.
Eu não vou separar as minhas vitórias
Dos meus fracassos!
Eu não vou renunciar a mim;
Nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser
Vibrante, errante, sujo, livre, quente.
Eu quero estar viva e permanecer
Te olhando profundamente."
(A. Carolina)
Que te olho muito profundamente.
Desculpa,
Tudo que vivi foi profundamente...
Eu te ensinei quem sou...
E você foi me tirando...
Os espaços entre os abraços,
Guarda-me apenas uma fresta.
Eu que sempre fui livre,
Não importava o que os outros dissessem.
Até onde posso ir para te resgatar?
Reclama de mim, como se houvesse a possibilidade...
De me inventar de novo.
Desculpa...se te olho profundamente,
Rente à pele...
A ponto de ver seus ancestrais...
Nos seus traços.
A ponto de ver a estrada...
Muito antes dos seus passos.
Eu não vou separar as minhas vitórias
Dos meus fracassos!
Eu não vou renunciar a mim;
Nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser
Vibrante, errante, sujo, livre, quente.
Eu quero estar viva e permanecer
Te olhando profundamente."
(A. Carolina)
sábado, 26 de maio de 2012
Yin yang
Depois de uma experiência não muito boa, tive que reaprender a separar o que é meu e o que é dos outros. Me deixei contaminar pela raiva de outras pessoas, eu que nunca fui irascível. Quando existe o desequilibrio, temos que prestar atenção para não entrarmos nesta energia; Se não estou triste, não posso entrar na aura de depressão de outras pessoas. Isso não é novidade pra mim, mas como todos, fiquei desprotegida, invigilante e entrei na campo vibratório errado e com muita facilidade. Agora, assumindo meu erro, posso avaliar minhas atitudes, e perceber quando a desarmonia do momento não está em sintonia com o meu temperamento e me afastar. É fato que o mal só se faz para quem o permite. Mais importante que estar atento ás influências, é saber tirar proveito delas. Posso arriscar dizer que não fui vítima de ninguém, apenas da minha falta de atenção. Oras, como pude baixar a guarda, a ponto de ser usada num jogo de cartas marcadas? A vida espera muito mais de mim, e eu também espero.
Aldren
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Aspiração!
"Alguma vez já amou uma mulher até o leite vazar dela, como se tivesse acabado de dar à luz o amor, sendo agora obrigada a amamentá-lo ou explodir? -- Alguma vez já saboreou uma mulher até ela acreditar que só poderia ser satisfeita se consumisse a língua que a devorava?- Alguma vez amou uma mulher de forma tão completa que o som de sua voz no ouvido dela podia fazer com que ela estremecesse e explodisse de tanto prazer, a tal intensidade que só o choro podia lhe proporcionar um pleno alívio? "(Jean Blake White)
sexta-feira, 11 de maio de 2012
A idéia da Relatividade
Os jovens da tribo se olharam
entre si, curiosos, quando o velho chefe começou a acender uma pequena
fogueira muito próxima do rio. O frio era tão intenso naquela noite (a mais
longa do ano, o ponto máximo do inverno) que até os riachos estavam
congelados.
Com gestos lentos e precisos
pôs sobre o fogo uma panela cheia de água. Enquanto a água aquecia, estendeu
uma esteira no chão e colocou sobre ela três vasilhas de barro vazias.
Quando a água começou a
borbulhar, quase a cem graus, o velho chefe a colocou na vasilha que tinha à sua
direita. Depois apanhou do riacho a água gelada quase a zero grau, a ponto de
congelar-se, e a colocou na vasilha que estava à sua esquerda.
No recipiente do meio misturou
água fria e quente em partes iguais, adicionando um pouco de uma infusão
medicinal que estava tomando.
Os jovens prestavam atenção em
silêncio, com mais curiosidade. O chefe pediu a um deles:
- Ponha a mão direita na água
gelada e a mão esquerda na água quente e deixe-as assim por um instante.
O velho respirou fundo três
vezes, inspirando e expirando lentamente. Não tinha relógio e não precisava dele
pois sua noção do tempo era perfeita. Media com exatidão o ritmo do tempo
observando o ritmo do seu próprio corpo: a respiração, a pulsação do sangue nas
veias, o compasso do coração e também o movimento e o brilho da lua, do sol e do
céu estrelado.
- Agora tire as mãos e as
coloque na vasilha do centro - disse ao jovem - Como está a água agora?
Surpreendido, o jovem respondeu
que sentia calor na sua mão direita e frio na esquerda. Na mão direita, que
estava na água fria, sentia que a água da vasilha do meio estava quente; a mão
que estava na água quente, sentia-a fria, mesmo tendo as duas mãos submersas na
mesma vasilha.
O velho falava pouco nos
momentos em que transmitia seus conhecimentos mais importantes. Os ensinava com
calma e às vezes repetia a experiência com vários jovens até comprovar que todos
haviam entendido bem a lição. Outras vezes se detinha em algumas frases antes de
chegar à conclusão, para que os jovens a completassem:
- A água pode estar fria ou
quente; depende de como esteja sua mão...
Respirou, olhou de novo o jovem,
tirou suas mãos da vasilha e continuou:
- Como tudo o que acontece na
vida... pode ser bom ou mau. Isso depende de que?.
- De mim mesmo - respondeu o
jovem índio, contente com a liçaõ que não esqueceria nunca mais.
O velho chefe indígena, muito
antes que Albert Einstein, transmitia aos jovens de sua tribo a idéia da
relatividade.
(Rafael Bravo Puga)
terça-feira, 8 de maio de 2012
domingo, 6 de maio de 2012
Uma boa ação anula uma ação ruim?
Não sei. Estou procurando esta resposta há muito tempo. E por mais que pense em tudo que justificaria isso, não chego à conclusão alguma e ainda, tenho mais dúvidas.
Não sei. Estou procurando esta resposta há muito tempo. E por mais que pense em tudo que justificaria isso, não chego à conclusão alguma e ainda, tenho mais dúvidas.
Penso em várias situações em que atitudes ruins levam á um bom resultado, mas o que é certo? Quais leis devemos obedecer? As leis de Deus. Mas, quais são?
Penso que só existem dois lados, o Bem e o Mal, ninguém pode ser meio bonzinho, mas como explicar “A lenda dos dois lobos”, eu sei que é verdade, acontece comigo, mas será que para ser boa preciso matar o lobo mau?
Essa guerra interior faz pensar em ter caráter e princípios, e se ainda alimentar o lobo mau, ele não fará mal algum. Eu sei que para mim, o lobo bom reflete nas pessoas em volta, e elas podem senti-lo, e isso é uma porta aberta para oportunistas, mas o fato é que é necessário, preciso fazer isto. O lobo mau atinge apenas a mim, ninguém pode perceber quando ele está mais forte, porque o caráter e princípios não permitem.
Penso em todas as formas de se fazer o bem, através de coisas ilícitas, e sinceramente, gostaria muito que alguém me respondesse àquela pergunta lá em cima, a primeira.
Será que um pastor, de uma igreja destas que estamos cansados de ouvir que são usadas para lavar dinheiro e tantas outras coisas, será que ele é ruim? Eu responderia ‘Claro que é’ no primeiro instante. Mas as pessoas me comovem com tamanha adoração, fé e dedicação àquilo que acreditam. Penso que essa mesma igreja criada apenas para encher os bolsos de algumas pessoas, levam conforto á tanta gente e isso é bom. É uma lavagem cerebral? Claro que é, mas as pessoas precisam acreditar em algo, e é isso que dá sentido á vida. E o que pensar de profissionais que tiram vidas para defender outras? O que pensar de advogados que conseguem absolver assassinos, traficantes e outros por aí? Conheço tão pouco da história de Jesus, mas ele também sofreu pelas maldades deste mundo e ainda assim, morreu para nos salvar. Atitudes ruins que se transformaram em boas. As pessoas precisam se justificar, o tempo todo é assim, no fundo, todos sabem o que é certo e errado, e quase sempre, fazem com que o errado seja certo e acreditam nisso.
Aldren Prado
quarta-feira, 2 de maio de 2012
"Tempo de nascer, tempo de morrer
tempo de plantar, tempo de arrancar a planta
tempo de matar, tempo de curar
tempo de destruir, tempo de construir
tempo de chorar, tempo de rir
tempo de gemer, tempo de bailar
tempo de atirar pedras, tempo de recolher pedras
tempo de abraçar, tempo de separar
tempo de buscar, tempo de perder
tempo de guardar, tempo de jogar fora
tempo de rasgar, tempo de costurar
tempo de calar, tempo de falar
tempo de amar, tempo de odiar
tempo de guerra, tempo de paz"
(Autor desconhecido)
Uma noite, um velho
índio falou ao seu neto sobre o combate que acontece dentro das
pessoas.
Ele disse: - Há uma batalha entre dois lobos que vivem dentro de todos nós. Um é Mau - É a raiva, inveja, ciúme, tristeza, desgosto, cobiça, arrogância, pena de si mesmo, culpa, ressentimento, inferioridade, orgulho falso, superioridade e ego. O outro é Bom - É alegria, fraternidade, paz, esperança, serenidade, humildade, bondade, benevolência, empatia, generosidade, verdade, compaixão e fé.
O neto pensou nessa luta e perguntou ao avô: - Qual lobo vence?
O velho índio respondeu: - Vence aquele que você alimenta!
(Autor desconhecido)
Ele disse: - Há uma batalha entre dois lobos que vivem dentro de todos nós. Um é Mau - É a raiva, inveja, ciúme, tristeza, desgosto, cobiça, arrogância, pena de si mesmo, culpa, ressentimento, inferioridade, orgulho falso, superioridade e ego. O outro é Bom - É alegria, fraternidade, paz, esperança, serenidade, humildade, bondade, benevolência, empatia, generosidade, verdade, compaixão e fé.
O neto pensou nessa luta e perguntou ao avô: - Qual lobo vence?
O velho índio respondeu: - Vence aquele que você alimenta!
(Autor desconhecido)
domingo, 29 de abril de 2012
Só por hoje...
Só por hoje...
Transborda aqui dentro algo esquecido, por isso dói.
É bom, mas faz lembrar a ausência de algo essencial.
E como pode algo crescer em tamanha proporção...?
Eu quero de você apenas o que puder me dar
E logo, não tenho nada...
Tenho o que se encontra em mim
Que de tão grande, me sufoca.
Só por hoje...
Não quero que as perguntas me paralisem,
E tão pouco preciso de respostas...
Se as palavras só ferem e distanciam.
Você é capaz de ver além dos meus olhos?
Pode sentir meu desespero e me negar?
O egoísmo é parte do mundo,
Mas incapaz de viver inteiramente.
Ninguém é feliz tendo amado tão pouco.
Só por hoje...
Eu queria te dar a paz que procura
E ouvir seu coração bater para mim,
E queria que suas mãos me procurassem,
E me encontrassem
Como um pecador encontra a misericórdia.
Ainda que esse desespero fosse o começo
E que de tão louco, fosse mais insano.
Transbordando o que tenho pra nós dois.
Sem razão de ser...
Sem razão de estar...
Isso é tanto pra mim.
Pegue sua parte
Consuma o amor que tenho pra você.
Tire de mim o calor, os suspiros e a dor.
E tenha algo de mim em você.
Só por hoje...
Aldren Prado
sábado, 14 de abril de 2012
Admiração!
Meus olhos, famintos, não se cansam
de te acariciar
Procuram sempre um novo ângulo
pra te admirar
E sonham mergulhar na sua boca de vulcão
Provar todo o calor que há na sua erupção
Escorregar nos rios claros
das margens dos teus pêlos
E encontrar o ouro escondido
que brilha em seus cabelos
Devorar a fruta que te emprestou o cheiro
E talvez desfrutar de um amor puro e verdadeiro
Esquecer o espaço, o tempo e o viver
Perder a noção do que é ter a noção do perder
Se um dia eu fui alegria ao te conhecer
Agora canto porque sinto a dor de não te ter
de te acariciar
Procuram sempre um novo ângulo
pra te admirar
E sonham mergulhar na sua boca de vulcão
Provar todo o calor que há na sua erupção
Escorregar nos rios claros
das margens dos teus pêlos
E encontrar o ouro escondido
que brilha em seus cabelos
Devorar a fruta que te emprestou o cheiro
E talvez desfrutar de um amor puro e verdadeiro
Esquecer o espaço, o tempo e o viver
Perder a noção do que é ter a noção do perder
Se um dia eu fui alegria ao te conhecer
Agora canto porque sinto a dor de não te ter
Paulinho Moska
domingo, 1 de abril de 2012
Quando o passado não passa!
Aquele que não se resolve, que foi pulado, poupado, esquecido, afastado...Posso agir como uma máquina e programar meus dias, meus afazeres, meus pensamentos....só não posso depois de fazer tudo isso...agir como pessoa sensata, se não respeito meus próprios sentimentos.
segunda-feira, 5 de março de 2012
As sem-razões do amor

Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
Carlos Drummond de Andrade
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